Haddad diz que IPI será rediscutido na reforma tributária
Ministro justificou por que reoneração ficou fora de pacote
Ministro justificou por que reoneração ficou fora de pacote
A recomposição das
alíquotas originais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ficou fora
do pacote fiscal anunciado na semana passada como um compromisso do governo com
a reforma tributária, disse nesta segunda-feira (16) o ministro da Fazenda,
Fernando Haddad. Em viagem a Davos (Suíça) para participar do Fórum Econômico
Mundial, ele disse que a abrangência e a manutenção do imposto serão discutidas
na proposta de reforma tributária ainda neste semestre.
De acordo com o
ministro, a reforma buscará reduzir a carga tributária para a indústria, que,
nas palavras dele, é desproporcional à fatia do setor no Produto Interno Bruto
(PIB, soma dos bens e serviços produzidos).
“[A reforma
tributária] é essencial para buscar a justiça tributária e para
reindustrializar o país. Porque a indústria paga hoje quase um terço dos
tributos no Brasil e responde por 10% da produção. Há um desequilíbrio muito
grande. O caminho é esse”, declarou o ministro na porta do hotel onde está
hospedado no fim do primeiro dia de agenda.
Para Haddad, há
maturidade, tanto na Câmara como no Senado, para chegar a um consenso e votar a
reforma tributária ainda neste semestre. O ministro afirmou que o governo tem a
desoneração da indústria como um compromisso e voltou a dizer que o Congresso
se baseará nos dois textos que tiveram a discussão interrompida no governo
passado, um na Câmara e outro no Senado, que têm como base ideias elaboradas
pelo secretário especial da Reforma Tributária, Bernard Appy.
Mais cedo, o
vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços,
Geraldo Alckmin, disse que o governo tem como meta extinguir o IPI nas
discussões sobre a reforma tributária e que o ministro da Fazenda teve
“sensibilidade” ao manter a desoneração de 35% que entrou em vigor no ano
passado. Alckmin deu a declaração em evento da Federação da Indústria do Estado
de São Paulo (Fiesp).
Os textos em
tramitação na Câmara e no Senado preveem a fusão de diversos tributos,
inclusive o IPI, por tipo ou mais de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que
seria repartido entre a União, os estados e os municípios. Uma das propostas,
em tramitação no Senado, prevê que o IPI seria mantido apenas como um tributo
para onerar produtos que fazem mal à saúde, como tabaco, bebidas alcoólicas e
produtos derivados de açúcar.
Segundo Haddad, o fim do IPI e a redução de outros impostos seriam financiados com o aumento do Imposto de Renda sobre contribuintes mais ricos. Ele disse que a reforma “não será neutra” e buscará corrigir a regressividade (carga maior sobre os mais pobres) do sistema tributário brasileiro.
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